domingo, 11 de abril de 2010

Hieróglifos Modernos



A escrita que os egípcios antigos chamavam de divina e que os gregos apelidaram de hieróglifos (que significa escrita sagrada) é usada para fins profanos, na atualidade! Há um motel em São Paulo, chamado O Faraó, que é decorado com hieróglifos egípcios. E, em um bairro boêmio parisiense, há um muro monumental, em local público, que exibe a expressão “nós nos amamos” em hieróglifos, ao lado de dezenas de declarações de amor em línguas modernas.

Como entender ambas as situações? Elas evidenciam a rendição da modernidade ao charme da escrita antiga, considerada a mais bela do mundo. Ainda mais, os usos atuais dos hieróglifos, resultam da força mágica deles que, por sua vez, se perpetua a cada repetição, em um processo de circularidade de uma cultural milenar: a egiptomania.

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Egito quer a Pedra de Roseta de volta



A Pedra de Roseta, um dos tesouros da Antiguidade, vem se tornando alvo de disputa entre Inglaterra e Egito. A peça, datada de 196 a.C. e tida como a chave para a decifração dos hieróglifos, foi descoberta em 1799, por uma expedição militar organizada pelo imperador francês Napoleão Bonaparte. Mais tarde a pedra foi capturada pelos ingleses.

Desde 1802, a relíquia encontra-se exposta no Museu Britânico, de onde o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito está disposto agora a retirá-la. Para isso, o arqueólogo egípcio Zahi Hawass prepara uma requisição formal à instituição inglesa, solicitando a restituição da peça ao seu país de origem. Sua intenção é que a Pedra da Roseta esteja de volta ao Egito a tempo da inauguração de um novo museu, próximo às pirâmides de Guizé, prevista para 2013. A briga promete, já que os ingleses se dispõem apenas a emprestar a peça, mas se recusam a entregá-la em definitivo.

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